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MP requisita agilidade nas investigações sobre acidente em parque de diversão de Ceres
MP - 19/03/2019
 Após quase sete meses do acidente ocorrido no parque de diversões Tecno Park, em Ceres, que matou uma adolescente durante a 17ª Feira da Indústria e Comércio de Ceres e Rialma (Feicer), ainda não houve a finalização do inquérito policial. Por isso, o promotor de Justiça Marcos Alberto Rios enviou nesta segunda-feira (18/3) ofício ao delegado responsável pelo caso, Mateus Costa Melo, requisitando agilidade nas investigações. O promotor requereu que o delegado aponte os culpados pelo homicídio ou recorra a uma delegacia especializada em Goiânia no prazo de 30 dias.

No ofício, o promotor conta que os familiares da vítima Isabella do Amaral Vieira compareceram à promotoria nesta segunda-feira pedindo providências quanto à morosidade na condução do inquérito policial. No dia 10 de outubro de 2018 o promotor já havia enviado ofício semelhante ao mesmo delegado.

“Esta Promotoria, por mais de uma vez, já se dirigiu a Vossa Excelência, no intuito de obter agilização na referida investigação, seja pela gravidade do fato, seja pela grande repercussão social e midiática que o caso obteve, e seja também pelo claro envolvimento das autoridades do município de Ceres, cuja omissão foi condição essencial na ocorrência do infortúnio”, justificou o promotor no ofício desta segunda-feira.

Segundo os autos, familiares da vítima ouvidos pela promotoria relatam que existe má vontade do condutor das investigações, já que o delegado é primo do prefeito de Ceres, o qual poderia ser responsabilizado pelo acidente. Segundo depoimento dos familiares, ao Corpo de Bombeiros também pode ser imputado responsabilidade pela emissão de laudo, sem realização de vistoria, que permitiu utilização dos brinquedos. Na data de emissão do documento, os brinquedos não estavam montados e o laudo foi assinado por profissional que se dizia engenheiro, mas não era de fato.

No documento, Marcos Alberto informa que o inquérito civil em andamento no Ministério Público de Goiás (MP-GO) que investiga a conduta administrativa dos agentes públicos envolvidos no caso já produziu conteúdo probatório relevante. O promotor sugeriu, então, o compartilhamento das informações com a Polícia Civil, caso haja interesse do órgão.

Relembre o caso

No dia 26 de agosto de 2018, Isabella do Amaral Vieira foi arremessada de um brinquedo no Tecno Park após a trave de segurança se soltar. Além da morte de Isabella, outras três adolescentes ficaram feridas no acidente.

Em 2017, na 16ª Feicer, o parque foi impedido de funcionar após interdição judicial, a pedido do MP. Os motivos da interdição foram o não atendimento às condições mínimas de segurança, a precariedade dos brinquedos e a documentação irregular.




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